As últimas estatísticas divulgadas pela Iberinform confirmam que as insolvências em Portugal continuam a registar uma tendência de crescimento, reforçando a necessidade de monitorização apertada da saúde financeira das empresas nacionais.
Entre janeiro e junho, foram registadas 1.100 ações de insolvência, o que representa um aumento de 8,6% face ao período homólogo de 2024. O mês de junho, isoladamente, somou 305 processos, mais 7,4% do que no mesmo mês do ano anterior.
Os dados revelam que:
- as insolvências apresentadas pelas próprias empresas cresceram 28,3%;
- as requeridas por terceiros aumentaram 15,3%;
- e o encerramento com plano de insolvência caiu 28,6%.
Fonte: Iberinform | Crédito y Caución
O aumento das insolvências está associado a fatores como pressão nos custos operacionais, dificuldades de liquidez e instabilidade económica, que impactam sobretudo as pequenas e médias empresas, mais vulneráveis a atrasos nos pagamentos e à redução de margens.
Impacto no Tecido Empresarial
A tendência de crescimento das insolvências levanta alertas para todo o ecossistema empresarial, desde fornecedores a parceiros comerciais e entidades financeiras.
Lisboa e Porto concentram o maior número de insolvências, com 486 e 485 registos, respetivamente, refletindo aumentos de 18% e 11,8%.
Em termos percentuais, os maiores crescimentos ocorreram em Angra do Heroísmo (+50%), Viana do Castelo (+44%), Leiria (+34,9%) e Bragança (+33,3%).
Alguns setores apresentam aumentos expressivos nas insolvências:
- Telecomunicações (+100%)
- Agricultura, Caça e Pesca (+63,3%)
- Transportes (+45,1%)
O setor de Eletricidade, Gás e Água registou a maior queda (-80%).
Necessidade de medidas de proteção
Perante este cenário, torna-se ainda mais relevante implementar mecanismos de proteção e gestão do risco de crédito, como a avaliação de solvência de clientes e a adoção de políticas preventivas de cobrança.
Estas medidas podem mitigar perdas financeiras e permitir que as empresas respondam com maior resiliência ao aumento das insolvências.
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