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Insolvências sobem 54% em março e criação de empresas abranda

  • Abril 1, 2026
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Blog » Notícias » Insolvências sobem 54% em março e criação de empresas abranda

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Os dados mais recentes revelam um aumento homólogo de 54% nas ações de insolvência de empresas, enquanto as constituições registaram uma quebra superior a 7%.

 

O mês de março de 2026 confirmou um agravamento significativo no número de insolvências em Portugal, ao mesmo tempo que a criação de novas empresas perdeu dinamismo. Foram registadas 435 empresas insolventes, mais 152 do que no mesmo mês de 2025. No acumulado do ano, o total ascende a 1.207 insolvências, representando um crescimento superior a 39% face às 868 registadas no ano anterior.

Tipologia das ações

  • Declarações apresentadas pelas próprias empresas: aumento superior a 25% (mais 72 apresentações)
  • Declarações requeridas por terceiros: aumento de 45% (mais 105 ações)
  • Global de pedidos no primeiro trimestre: mais 177 ações, crescimento superior a 51%
  • Planos de insolvência aprovados: aumento de 74%, com mais 23 planos
  • Encerramentos definitivos de processo: 654 empresas declaradas insolventes, mais 139 que em 2025 (+27%)

Os dados demonstram um aumento generalizado da pressão judicial e financeira sobre o tecido empresarial.

Porto e Lisboa concentram maior número de insolvências

No primeiro trimestre, os distritos com maior número absoluto de insolvências são Porto e Lisboa. Porto registou 289 casos (+39%) e Lisboa 272 casos (+33%).

Em termos percentuais, os maiores aumentos registaram-se em:

  • Madeira (+389%)
  • Santarém (+96%)
  • Viana do Castelo (+88%)
  • Évora (+71%)
  • Bragança (+71%)
  • Viseu (+69%)

Os distritos com variações negativas foram:

  • Castelo Branco (-43%)
  • Vila Real (-40%)
  • Angra do Heroísmo (-25%)
  • Coimbra (-4,5%)

Setores mais pressionados

Apenas a Indústria Extrativa registou uma redução significativa (-67%). Os setores com maiores incrementos nas insolvências no primeiro trimestre foram:

  • Telecomunicações (+200%)
  • Hotelaria e Restauração (+102%)
  • Comércio por Grosso (+67%)
  • Construção e Obras Públicas (+67%)
  • Transportes (+53%)

Criação de novas empresas abranda

No que respeita à constituição de novas empresas, março encerrou com 4.550 novas constituições, menos 359 do que em 2025 (-7%). No acumulado do ano foram criadas 14.688 empresas, menos 906 do que no período homólogo (-6%).

Setores com maior redução nas constituições

  • Eletricidade, Gás e Água (-40%)
  • Agricultura, Caça e Pesca (-39%)
  • Telecomunicações (-29%)
  • Comércio a Retalho (-20%)

Apenas dois setores apresentaram crescimento na criação de empresas: Construção e Obras Públicas (+3%), Outros Serviços (+1%).

 

O aumento expressivo das insolvências, acompanhado por um abrandamento na criação de novas empresas, evidencia um contexto empresarial mais exigente no arranque de 2026. A intensidade das subidas em vários distritos e setores sugere uma deterioração mais ampla da liquidez e da estabilidade financeira.

Num cenário de maior pressão sobre margens e capital circulante, a gestão rigorosa do risco de crédito assume um papel ainda mais determinante para a sustentabilidade das empresas.

O primeiro semestre de 2024 trouxe dados reveladores sobre a atividade empresarial em Portugal. Analisar os indicadores de constituições, dissoluções e insolvências de empresas é crucial para entender o cenário económico atual. Esta análise sublinha a importância dos seguros de crédito na proteção financeira das empresas.

Os dados mais recentes revelam um aumento homólogo de 54% nas ações de insolvência de empresas, enquanto as constituições registaram uma quebra superior a 7%.

 

O mês de março de 2026 confirmou um agravamento significativo no número de insolvências em Portugal, ao mesmo tempo que a criação de novas empresas perdeu dinamismo. Foram registadas 435 empresas insolventes, mais 152 do que no mesmo mês de 2025. No acumulado do ano, o total ascende a 1.207 insolvências, representando um crescimento superior a 39% face às 868 registadas no ano anterior.

Tipologia das ações

  • Declarações apresentadas pelas próprias empresas: aumento superior a 25% (mais 72 apresentações)
  • Declarações requeridas por terceiros: aumento de 45% (mais 105 ações)
  • Global de pedidos no primeiro trimestre: mais 177 ações, crescimento superior a 51%
  • Planos de insolvência aprovados: aumento de 74%, com mais 23 planos
  • Encerramentos definitivos de processo: 654 empresas declaradas insolventes, mais 139 que em 2025 (+27%)

Os dados demonstram um aumento generalizado da pressão judicial e financeira sobre o tecido empresarial.

Porto e Lisboa concentram maior número de insolvências

No primeiro trimestre, os distritos com maior número absoluto de insolvências são Porto e Lisboa. Porto registou 289 casos (+39%) e Lisboa 272 casos (+33%).

Em termos percentuais, os maiores aumentos registaram-se em:

  • Madeira (+389%)
  • Santarém (+96%)
  • Viana do Castelo (+88%)
  • Évora (+71%)
  • Bragança (+71%)
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Os distritos com variações negativas foram:

  • Castelo Branco (-43%)
  • Vila Real (-40%)
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Setores mais pressionados

Apenas a Indústria Extrativa registou uma redução significativa (-67%). Os setores com maiores incrementos nas insolvências no primeiro trimestre foram:

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Criação de novas empresas abranda

No que respeita à constituição de novas empresas, março encerrou com 4.550 novas constituições, menos 359 do que em 2025 (-7%). No acumulado do ano foram criadas 14.688 empresas, menos 906 do que no período homólogo (-6%).

Setores com maior redução nas constituições

  • Eletricidade, Gás e Água (-40%)
  • Agricultura, Caça e Pesca (-39%)
  • Telecomunicações (-29%)
  • Comércio a Retalho (-20%)

Apenas dois setores apresentaram crescimento na criação de empresas: Construção e Obras Públicas (+3%), Outros Serviços (+1%).

 

O aumento expressivo das insolvências, acompanhado por um abrandamento na criação de novas empresas, evidencia um contexto empresarial mais exigente no arranque de 2026. A intensidade das subidas em vários distritos e setores sugere uma deterioração mais ampla da liquidez e da estabilidade financeira.

Num cenário de maior pressão sobre margens e capital circulante, a gestão rigorosa do risco de crédito assume um papel ainda mais determinante para a sustentabilidade das empresas.

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