A evolução dos primeiros seis meses do ano revela uma deterioração significativa dos prazos de pagamento no país.
A preocupação das empresas indonésias com o comportamento de pagamento dos seus clientes está a aumentar, segundo o mais recente Barómetro de Práticas de Pagamento da Crédito y Caución.
Atrasos crescentes devido a falta de liquidez
Atualmente, 49% das faturas B2B são pagas fora do prazo, sobretudo devido a problemas de liquidez dos clientes, que representam 37% das causas dos atrasos. Esta situação leva a que a maioria das empresas evite ampliar o crédito comercial, favorecendo o crédito bancário como principal fonte de financiamento (63%), muito acima de alternativas como o crédito comercial ou o financiamento de faturas.
Apenas o setor farmacêutico demonstra maior flexibilidade, com 66% das vendas realizadas a crédito.
Pressão sobre tesouraria e inventários
As empresas enfrentam também acumulação de inventário, seja por excesso de stock preventivo ou por queda na procura, o que reduz ainda mais o capital circulante disponível. Paralelamente, muitos fornecedores estão a encurtar os prazos de pagamento, agravando as tensões de tesouraria.
Num cenário de incerteza no comércio global e tensões geopolíticas, 50% das empresas esperam um aumento das insolvências e prazos de cobrança mais longos nos próximos meses. No setor agrícola, esta preocupação é ainda mais acentuada, sendo partilhada por 68% das empresas.
Estratégias de mitigação e novos desafios
Para enfrentar o risco de incumprimento, a maioria das empresas indonésias recorre a uma abordagem combinada de provisões internas e externalização da gestão de risco de crédito, procurando reduzir a exposição a insolvências.
Além das dificuldades de liquidez, as empresas antecipam outros desafios para os próximos meses:
- Aumento dos custos de produção, que reduz margens comerciais
- Maior carga regulatória, obrigando a reestruturação de custos
- Pressões adicionais sobre a saúde financeira, num contexto económico de desaceleração
Este conjunto de fatores está a gerar um ambiente empresarial mais exigente, em que a gestão rigorosa do risco financeiro e dos fluxos de caixa é determinante para garantir estabilidade.
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