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Setor público: prazos de pagamento agravaram-se em 2025

  • Fevereiro 3, 2026
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Blog » Estudos » Setor público: prazos de pagamento agravaram-se em 2025

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Os prazos de pagamento do setor público voltaram a agravar-se em 2025, reforçando um dos principais fatores de pressão financeira para as empresas que fornecem bens e serviços ao Estado. De acordo com os dados do European Payment Report (EPR) 2025, o prazo médio de pagamento passou de 68 dias em 2024 para 73 dias em 2025, representando um agravamento de 7,4%.

 

Este comportamento confirma uma tendência de deterioração da previsibilidade financeira nas relações comerciais com o setor público, num contexto em que muitas empresas já enfrentam custos mais elevados, maior pressão sobre margens e menor folga de tesouraria.

Evolução dos prazos de pagamento do setor público

O EPR 2025 indica que o prazo médio de 73 dias registado em 2025 coloca o setor público novamente em níveis historicamente elevados. Nos últimos cinco anos, apenas em 2020, ano marcado por forte disrupção económica, se registaram prazos médios superiores, com 76 dias.

Este agravamento de cinco dias face a 2024 pode parecer marginal à primeira vista, mas tem um impacto significativo para empresas com elevada exposição ao setor público, sobretudo quando conjugado com ciclos longos de produção, elevados custos operacionais ou dependência de financiamento externo.

Diferenças relevantes entre setores

A análise setorial evidencia que o impacto do atraso nos pagamentos públicos não é homogéneo.

Setores com prazos de recebimento acima da média

Existem setores onde os prazos de pagamento do Estado permanecem claramente acima da média nacional de 73 dias, reforçando níveis de risco financeiro mais elevados:

  • Transportes e Logística surge como o setor mais penalizado, com prazos muito acima da média.
  • Construção continua acima do valor médio, com 78 dias, apesar de apresentar a maior melhoria relativa. O setor reduziu os prazos em 36,9%, o que representa uma evolução relevante, ainda que insuficiente para eliminar o risco.
  • Farmacêutico e Telecomunicações mantêm igualmente prazos elevados, prolongando a pressão sobre o capital circulante das empresas destes setores.

Esta realidade é particularmente sensível em setores onde os volumes contratados com o Estado são elevados e os custos fixos difíceis de ajustar no curto prazo.

Setor de AtividadePrazo (dias)Diferença face à médiaVariação % (2025 vs 2024)
Transportes & Logística89+16+7,6%
Farma, Med & Biotec85+12+20,5%
Telecomunicações78+5+28,8%
Indústria & Químicos78+5+23,9%
Construção78+5-36,9%
Banca & Serviços Financeiros74+1+8,6%

Setores com prazos de recebimento dentro ou abaixo da média

Mesmo nos setores que apresentam prazos absolutos mais baixos, o relatório evidencia sinais de deterioração:

  • Seguros, Tecnologia e Energia/Utilities registaram aumentos significativos nos prazos de pagamento, apesar de se manterem dentro ou abaixo da média global.
  • Hotelaria & Lazer, Serviços Empresariais e Imobiliário destacam-se pela melhoria dos prazos, posicionando-se claramente abaixo da média nacional.

Estas diferenças revelam uma falta de uniformidade nas práticas de pagamento do setor público, o que dificulta a antecipação de fluxos de caixa por parte das empresas fornecedoras.

SetorPrazo (dias)Diferença face à médiaVariação % (2025 vs 2024)
Tecnologia & Media71-2 dias+20,9%
Seguros70-3 dias+33,5%
Energia & Utilities70-3 dias+20%
Retalho63-10 dias+7,5%
Mineração & Minerais61-12 dias-7,1%
Serviços Empresariais58-15 dias-28,3%
Imobiliário53-20 dias-10,1%
Hotelaria & Lazer51-22 dias-28,8%

Impacto direto na liquidez das empresas

O agravamento dos prazos de pagamento do setor público tem efeitos diretos e cumulativos na saúde financeira das empresas: maior necessidade de financiamento de curto prazo, aumento da dependência de crédito bancário ou de fornecedores e maior exposição a atrasos em cadeia nas próprias obrigações da empresa.

Para muitas PME, esta diferença pode traduzir-se em constrangimentos reais à capacidade de investimento, contratação ou crescimento, sobretudo quando a exposição ao setor público representa uma parte relevante do volume de negócios.

Necessidade de maior previsibilidade e disciplina

O EPR 2025 reforça a importância de mecanismos que promovam maior disciplina e previsibilidade nos pagamentos do Estado. Entre as soluções apontadas no relatório estão:

  • definição de prazos máximos legais mais claros
  • aplicação efetiva de penalizações por atraso
  • adoção de plataformas de pagamento mais automatizadas

A melhoria destas práticas é vista como essencial para reforçar a confiança nas relações comerciais com o setor público e reduzir o risco financeiro para o tecido empresarial.

Para as empresas, especialmente as PME, a gestão do risco de crédito e da tesouraria associada ao setor público continua a ser um elemento central para a estabilidade e sustentabilidade do negócio.

 

Leia também:

    • Gestão de Risco de Crédito em Portugal 2025: Impacto dos Prazos de Pagamento nas Empresas
    • Seguro de Caução de Bom Pagamento: O que é e para que serve
    • Guia completo para a proteção financeira da sua empresa
O primeiro semestre de 2024 trouxe dados reveladores sobre a atividade empresarial em Portugal. Analisar os indicadores de constituições, dissoluções e insolvências de empresas é crucial para entender o cenário económico atual. Esta análise sublinha a importância dos seguros de crédito na proteção financeira das empresas.

Os prazos de pagamento do setor público voltaram a agravar-se em 2025, reforçando um dos principais fatores de pressão financeira para as empresas que fornecem bens e serviços ao Estado. De acordo com os dados do European Payment Report (EPR) 2025, o prazo médio de pagamento passou de 68 dias em 2024 para 73 dias em 2025, representando um agravamento de 7,4%.

 

Este comportamento confirma uma tendência de deterioração da previsibilidade financeira nas relações comerciais com o setor público, num contexto em que muitas empresas já enfrentam custos mais elevados, maior pressão sobre margens e menor folga de tesouraria.

Evolução dos prazos de pagamento do setor público

O EPR 2025 indica que o prazo médio de 73 dias registado em 2025 coloca o setor público novamente em níveis historicamente elevados. Nos últimos cinco anos, apenas em 2020, ano marcado por forte disrupção económica, se registaram prazos médios superiores, com 76 dias.

Este agravamento de cinco dias face a 2024 pode parecer marginal à primeira vista, mas tem um impacto significativo para empresas com elevada exposição ao setor público, sobretudo quando conjugado com ciclos longos de produção, elevados custos operacionais ou dependência de financiamento externo.

Diferenças relevantes entre setores

A análise setorial evidencia que o impacto do atraso nos pagamentos públicos não é homogéneo.

Setores com prazos de recebimento acima da média

Existem setores onde os prazos de pagamento do Estado permanecem claramente acima da média nacional de 73 dias, reforçando níveis de risco financeiro mais elevados:

  • Transportes e Logística surge como o setor mais penalizado, com prazos muito acima da média.
  • Construção continua acima do valor médio, com 78 dias, apesar de apresentar a maior melhoria relativa. O setor reduziu os prazos em 36,9%, o que representa uma evolução relevante, ainda que insuficiente para eliminar o risco.
  • Farmacêutico e Telecomunicações mantêm igualmente prazos elevados, prolongando a pressão sobre o capital circulante das empresas destes setores.

Esta realidade é particularmente sensível em setores onde os volumes contratados com o Estado são elevados e os custos fixos difíceis de ajustar no curto prazo.

Setor de AtividadePrazo (dias)Diferença face à médiaVariação % (2025 vs 2024)
Transportes & Logística89+16+7,6%
Farma, Med & Biotec85+12+20,5%
Telecomunicações78+5+28,8%
Indústria & Químicos78+5+23,9%
Construção78+5-36,9%
Banca & Serviços Financeiros74+1+8,6%

Setores com prazos de recebimento dentro ou abaixo da média

Mesmo nos setores que apresentam prazos absolutos mais baixos, o relatório evidencia sinais de deterioração:

  • Seguros, Tecnologia e Energia/Utilities registaram aumentos significativos nos prazos de pagamento, apesar de se manterem dentro ou abaixo da média global.
  • Hotelaria & Lazer, Serviços Empresariais e Imobiliário destacam-se pela melhoria dos prazos, posicionando-se claramente abaixo da média nacional.

Estas diferenças revelam uma falta de uniformidade nas práticas de pagamento do setor público, o que dificulta a antecipação de fluxos de caixa por parte das empresas fornecedoras.

SetorPrazo (dias)Diferença face à médiaVariação % (2025 vs 2024)
Tecnologia & Media71-2 dias+20,9%
Seguros70-3 dias+33,5%
Energia & Utilities70-3 dias+20%
Retalho63-10 dias+7,5%
Mineração & Minerais61-12 dias-7,1%
Serviços Empresariais58-15 dias-28,3%
Imobiliário53-20 dias-10,1%
Hotelaria & Lazer51-22 dias-28,8%

Impacto direto na liquidez das empresas

O agravamento dos prazos de pagamento do setor público tem efeitos diretos e cumulativos na saúde financeira das empresas: maior necessidade de financiamento de curto prazo, aumento da dependência de crédito bancário ou de fornecedores e maior exposição a atrasos em cadeia nas próprias obrigações da empresa.

Para muitas PME, esta diferença pode traduzir-se em constrangimentos reais à capacidade de investimento, contratação ou crescimento, sobretudo quando a exposição ao setor público representa uma parte relevante do volume de negócios.

Necessidade de maior previsibilidade e disciplina

O EPR 2025 reforça a importância de mecanismos que promovam maior disciplina e previsibilidade nos pagamentos do Estado. Entre as soluções apontadas no relatório estão:

  • definição de prazos máximos legais mais claros
  • aplicação efetiva de penalizações por atraso
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A melhoria destas práticas é vista como essencial para reforçar a confiança nas relações comerciais com o setor público e reduzir o risco financeiro para o tecido empresarial.

Para as empresas, especialmente as PME, a gestão do risco de crédito e da tesouraria associada ao setor público continua a ser um elemento central para a estabilidade e sustentabilidade do negócio.

 

Leia também:

    • Gestão de Risco de Crédito em Portugal 2025: Impacto dos Prazos de Pagamento nas Empresas
    • Seguro de Caução de Bom Pagamento: O que é e para que serve
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