Segundo os mais recentes dados da Iberinform, 64% das empresas portuguesas aceitam prazos de pagamento superiores aos que consideram desejáveis.
Esta prática, motivada sobretudo por razões comerciais, levanta sérias preocupações quanto à sustentabilidade financeira e à eficácia da gestão de tesouraria nas empresas.
Adaptação às Exigências do Mercado
O estudo revela que apenas 36% das empresas conseguem impor os seus prazos ideais de pagamento. Entre as restantes, 73% referem que a necessidade de manter boas relações comerciais e assegurar a continuidade dos negócios justifica a aceitação de condições de pagamento menos favoráveis.

Fonte: Iberinform | Crédito y Caución
Esta cedência, embora estratégica em muitos casos, pode gerar desequilíbrios financeiros importantes, afetando a capacidade das empresas de planear investimentos, responder a imprevistos ou até manter operações regulares com normalidade.
Contexto Económico e Pressões Financeiras
Num cenário marcado por custos operacionais elevados, inflação persistente e taxas de juro mais altas, a liquidez torna-se um fator ainda mais crítico. A aceitação de prazos mais longos de pagamento intensifica a pressão sobre os fornecedores, especialmente os de menor dimensão ou com margens de lucro mais reduzidas.

Fonte: Iberinform | Crédito y Caución
Reforço da Gestão de Risco
Perante esta realidade, a implementação de políticas eficazes de gestão de risco de crédito torna-se essencial. Ferramentas como o seguro de crédito podem desempenhar um papel crucial na proteção das empresas contra os efeitos da morosidade e do incumprimento, assegurando maior previsibilidade financeira e capacidade de crescimento.
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